Em torno do Lençol-Sindone de Turim
IV - Especulando sobre passagens do Evangelho
Reli os Evangelhos à luz da informação que me trouxe o lençol de Turim, qual seja:
A Ressurreição ocorreu como fenômeno associado à radiação emanada do corpo de Jesus.
Aí então se vê que em algumas ocasiões especiais, e particularmente depois da Ressurreição, o corpo de Jesus oscilava, total ou parcialmente, entre as propriedades de massa-substância e onda-radiação.
A onda-radiação, como os raios-x, pode atravessar paredes. Pode manifestar-se ubíqua e agir instantaneamente à distância, como já se observou no famoso paradoxo EPR (de Einstein-Podolski-Rosen). Estes três cientistas propuseram um experimento mental para provar que determinado resultado previsto pela mecânica quântica era impossível e absurdo. Porém, o impossível foi OBSERVADO, ACONTECE mesmo. Daí os três terem o nome associado ao fenômeno que declararam impossível, uma ironia típica da relação do homem com a natureza. Deus é brincalhão...
Quando Jesus caminha sobre as águas na tempestade e os apóstolos-pescadores, com medo, mal o reconhecem, afigura de Jesus está livre da força peso, da gravidade. Quando os discípulos de Emaús não o reconhecem e ele come a refeição com eles, para que vejam que não é fantasma, ele está diferente, logo após a Ressurreição.
No Monte Thabor, Jesus se revela aos olhos dos seus três mais escolhidos discípulos: Pedro, Tiago e João.
A seguir, citações dos Evangelhos.
A Transfiguração
Marcos, IX
2 Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um monte e 3 transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal que nenhum tintureiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas.
Lucas, IX
28 Passados uns oito dias, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e a João, e subiu ao monte para oralr. 29 Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
Mateus, XVII
1 Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e conduziu-os à parte a uma montanha. 2 Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, e suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
"Não queiras tocar-me"
João, XX
11 Entretanto, Maria se conservava do lado de fora do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para dentro do sepulcro. 12 Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira o outro aos pés. 13 Eles lhe perguntaram: Senhora, porque choras? Ela respondeu: "Porque levaram o meu Senhor; e não sei onde o puseram." 14 Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.
15 Perguntou-lhe Jesus: "Senhora porque choras?" Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: " Senhor se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o levarei." 16 Disse-lhe Jesus: "Maria!". Voltando-se ela, exclamou em hebraico: "Raboni!". 17 Disse-lhe Jesus: "Não queiras tocar-me, porque ainda não subi ao meu Pai, meu Deus e vosso Deus".
Presença da radioatividade
Misteriosa fala de Jesus. Porque Maria não o reconhece? Porque "não queiras tocar-me?" É que, logo depois da Ressurreição, a radioatividade do corpo de Jesus ainda estava excessiva, porque ainda não havia se transportado para Deus, dissipando-se talvez livre por todo o universo. Se Maria o tocasse teria sido atingida por excesso de radiação, o que é letal para a vida em geral.
Maria tomou-o pelo jardineiro. Não vestia então a túnica de tecido fino que usava habitualmente. Estava embrulhado no traje do povo, tecido mais grosso envolvendo a totalidade do corpo.
Aparições aos Apóstolos
João, XX
19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhe ele: "A paz esteja convosco". 20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado.
24 Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não introduzir minha mão no seu lado, não acreditarei.”
26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé também com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco."
27 Depois disse a Tomé: "Chega aqui com o teu dedo e vê as minhas mãos. Vem com a tua mão e mete-a no meu lado. Não sejas descrente mas homem de fé." 28 Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus." 29 Disse-lhe Jesus: "Creste porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto."
A portas fechadas
No versículo 19, de novo no versículo 26, as portas estão fechadas e Jesus surge no meio deles. Atravessou as paredes e/ou as portas e pôs-se no meio deles: ninguém precisou abrir-lhe as portas. João é sempre extraordinariamente denso, significante, econômico e muito preciso na redação.
Mais do que todos os outros, João é o mais iluminado, aquele que atinge a essência das coisas. João não diz: Jesus atravessou as paredes. É mais explícito: "Jesus veio e pôs-se no meio deles". Como onda-radiação, como as ondas que as nossas televisões captam dentro de nossas casas, o corpo de Jesus materializou-se no meio deles, proveniente de toda a vizinhança e não por uma única trajetória definida que é característica da massa-substância.
As duas vezes estando trancadas as portas, contingência que não teria sido citada, não fora a surpreendente materialização do corpo de Jesus, atravessadas paredes e portas.

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