Santo Sudário

Santo Sudário - O estudo anátomo-fisiológico A nova medalha

Em torno do Lençol-Sindone de Turim

I - Ciência e Religião
Toda ingenuidade foi destruída

A marca deste ano 2000 que está aí é que toda ingenuidade já foi destruída. Depois de Darwin, Marx, Freud, depois do desconstrutivismo, depois de Russell e Gödel, do seqüenciamento do DNA, nós sabemos e somos capazes de todas as críticas e de destruir quase todas as convicções, em prol das evidências da matéria.

O heterônimo Joseph Iz descreveu a origem do mundo em que vivemos de modo estritamente material, como ela pode e deve ser descrita pela ciência.

Dentre as 300 doenças listadas pela Sociedade Americana de Psiquiatria existe uma chamada MPD = Multiple Personality Disorder. Para bem raciocinar sobre o mundo em que vivemos, sem confusões, uso a disciplina de uma “multiple personality ORDER”. Para a RAZÃO, ciência e religião são campos DISJUNTOS, sem área de atuação comum, porque a fonte dos conhecimentos de uma e de outra são duas, distintas.

A ciência parte das observações como fonte e o objeto do raciocínio é o mundo físico de que o nosso corpo faz parte. É física e EXCLUI a meta física, os transcendentes de modo geral.

As crenças ingênuas, sublimações de observações do mundo físico, foram destruídas pelo avanço da ciência, que as substituiu como explicação do que acontece.

Há, no entanto, religiões que se apóiam numa outra fonte de conhecimentos: as REVELAÇÕES.

Estas estão além das observações e podem ou não, ser transcendentes, metafísicas, além do mundo físico, material.

Fontes do conhecimento: observações e revelações

Observações e revelações desfilam diariamente com o fluxo da mente. Tornam-se conhecimento, certo ou errado, pela PERCEPÇÃO, que é afinal o ato de aceitação consciente de uma realidade pela mente.

Sem percepção consciente não há mente. A percepção é um ato completamente livre e independente da razão. A percepção precede a mente, pois existe como ato meramente físico, em qualquer ser vivo.

A mente tem a escolha de constatar, conforme a percepção que existe com ela, sendo esta a faculdade mais importante da mente.

A matéria esgota o mundo, ou existe algo além da matéria? Deus existe? ou não? Com certeza, não vou encontrá-lo na matéria. Não é a ciência que vai descobri-lo em algum lugar do universo. É dentro da mente que percebo se existe ou não.

Sem a REVELAÇÃO, nem sempre há percepção da existência de Deus. O mundo pode se esvaziar do transcendente e se esgota no material. Neste caso, não há MILAGRES. É o que acontece quando se rejeita a REVELAÇÃO, quando a percepção percebe a revelação como falsa ou totalmente duvidosa.

A percepção é um ato completamente livre e espontâneo. Não pode nem deve aceitar nenhum tipo de autoridade.

Infelizmente, a cultura é toda feita de revelações que nos são enfiadas goela abaixo pelo sistema de ensino, sob a pressão social do meio.

Raríssimo aquele que se dispõe a reconstruir desde o princípio todos os conhecimentos, conforme a receita de Descartes, e só o consegue atualmente aos 50 anos ou mais, se tiver inteligência fora do comum, coragem, persistência e mente indomável.

Felizmente, a percepção é a qualidade mais desenvolvida entre os animais. A percepção de um gato e a “inteligência” dos seus movimentos supera a de qualquer cientista ilustre. A engenharia dos robots verificou que o pulo de um gato demanda milhões de vezes a capacidade de processamento de informações utilizada por um campeão de xadrez. Onça que dorme no pulo vira tapete.

Os lentos de percepção viraram refeições dos rápidos nos primórdios das espécies e os dinossauros abriram espaço aos mamíferos.

Ciência e religião disjuntas

A mente só é capaz de raciocínios sobre um número pequeno de itens diferentes. Até a contagem toma-se difícil além das dezenas ou dúzias. Como separar as centenas de observações e revelações? Ainda mais quando as observações raramente se nos oferecem puras, cruas, tais como acontecem, e vêm geralmente embaladas em interpretações com extrapolações.

Daí a necessidade de compartimentar o raciocínio quando for o caso de exteriorizá-lo e pensar sem interferências entre ciência e religião.

A religião não tem a ver com a ciência. Jesus não deu aulas de física nem mesmo filosofou. Inseriu-se sim numa tradição e realidade histórica, de um povo para o qual sempre existiu Deus e a meta física, demônios, anjos, espíritos, milagres. Nada de filosofia ou raciocínios, sim REVELAÇÕES e REGRAS de comportamento, uma praxe para orientar as escolhas que temos de fazer a cada minuto.

Aprendi que não se deve reconhecer a autoridade de ninguém. Nem mesmo da ciência, nem mesmo da Igreja, que se digladiam nos últimos 800 anos por política, luta pelo poder, que é mau em si mesmo. E se digladiam por falta de inteligência, por falta de reconhecimento dos próprios limites, e das vocações de ~ma e de outra, avançando cada uma sobre a área de atuação e competência da outra.

Deus onipotente pode explicar tudo. Isto não é nem pode ser desculpa para a preguiça mental. Deus nos deu inteligência para pensar e a luz da mente para perceber. Não usá-las é enterrar a moeda em vez de multiplicá-la, como a parábola do Evangelho reprova.
Deus fez o mundo extraordinariamente simples e extraordinariamente variado e diverso, a partir de somente 9 dimensões materiais (em três blocos de três) que se correspondem por propagação, obedecendo ao “least action principle” (“princípio da mínima ação”). Quem fez as leis gosta de cumpri-las e sabe fazer o que quer dentro delas. Deus evita fazer milagres. E quando os faz, de preferência obedece às próprias leis naturais.

Milagres raro sucedem

Só em caráter muito excepcional, Deus fará milagres aí extraordinários como a ENCARNAÇÃO, a VIRGEM DEPOIS DO PARTO, a RESSURREIÇÃO.

Com estes MILAGRES, Deus elevou a condição humana, de toda a humanidade, revelando e oferecendo-lhe uma ou algumas dimensões espirituais independentes da matéria. Sem esta escolha de Deus, sem esta decisão de Deus de assumir o corpo material de um homem, somos vermes como todos os outros seres vivos, somos tubos com periféricos especializados, mais ou menos sofisticados, e nada mais.

E, complementarmente, pequenos milagres acontecem também na vida de cada um de nós, a maior parte dentro das leis da natureza, por intercessão das orações, de Maria e de alguns raros verdadeiros santos.

Verdades lógicas

São verdades lógicas inescapáveis, nada a ver com religião:
  1. É impossível provar a NÃO EXISTÊNCIA (do que quer que seja).
  2. Prova-se a EXISTÊNCIA MOSTRANDO um exemplo. Ou também se prova a existência por “reductio ad absurdum”, prova-se que a não-existência é absurda.
  3. Pode-se provar que a NÃO-EXISTÊNCIA é impossível em muitos casos.
A ciência não acredita e tem por dever não acreditar em milagres. E geralmente pode explicar como as coisas podem acontecer sem milagres. “Os milagres raro sucedem”. A normalidade da natureza é sem milagres. E essa é a área de atuação da ciência. E toda a matéria e todo o universo se explica sem milagres. Exceto o que o precede, a própria e simples existência de alguma coisa. Há uma PETIÇÃO DE PRINCÍPIO na ciência, na própria existência do que quer que seja.

Nova praxe do conhecimento

No livro Twinsmachine - Dança de Estrelas. Cosmogonia em Portinglês, 2060 p. em 5 volumes, e mais, em “Twins, lumps, planets: An lntroduction to LWTI planetary cosmogony”, 144p., Joseph Iz, matemático-astrônomo de tradição hebraica, faz uma abordagem do mundo em que vivemos a partir da ciência, excluindo as religiões.

E lá está a abordagem mais extensa, do ângulo exclusivo da ciência, de uma nova praxe do conhecimento com regras objetivas de apuração da verdade: contagens de fontes independentes de conhecimentos (ISK - “Independent Sources of Knowledge”), “transrefutabilidade”, “contracidência” (leve contradição e quase-coincidência), pluralidade de razões, o tridecálogo da ciência, a “numeronomia” = o estudo da regularidade da natureza expressa em números.

O livro, cognominado “Joseph Book”, testamento mental, “testamental”, e testemunho de numerosas idéias pioneiras e incríveis descobertas, 639 metacrônicas à margem das religiões, levou-me a Turim peregrino em testemunho de fé, por dever de completar a pessoa, de que o heterônimo é persona.

Tendo mostrado que a ciência, pelo próprio método, dispensa Deus, o homem na integridade não o dispensa. Transcende a ciência.

O dono da ciência transcende a matéria.
Disciplinas diferentes e assemelhadas

Ciência e religião são duas disciplinas diferentes. Como toda disciplina, têm regras e modos de pensar.

A ciência se apóia em observação, repetição, raciocínio. A religião é percepção, revelação, sensação.

Ciência e religião, ambas buscam a verdade. Porém, são verdades sobre coisas distintas. A ciência busca a verdade sobre o mundo físico, material.

A religião busca e vive a verdade além da física, a dimensão (ou dimensões) espiritual, o espírito que não é matéria nem radiação, o milagre que não se repete, Deus que não se reduz porque abrange e transcende.

A religião refere-se ao que é único, sem igual, nem cópia, nem repetição.

A religião começa onde a ciência acaba.

Por mais que a ciência avance, não encontra Deus. Porque Deus está fora, além das dimensões da ciência. A ciência atinge e cobre no máximo o universo todo. Deus transcende ou não é Deus.

O campo da ciência avança sempre, porém permanece finito. O transcendente é infinito, não se retrai, toma-se mais nítido, sublima-se, ao libertar-se do material.

Há os que reduzem o mundo ao material e reduzem-se à ciência. É uma escolha (nunca foi a minha). E uma escolha de que sempre se deve duvidar.

Não há quem não duvide da INEXISTÊNCIA DE DEUS.

Ciência e religião exigem amor à verdade, integridade moral, desprendimento, humildade,e destruição consciente da vaidade.

É preciso sempre reconhecer e renunciar aos erros, mesmo quando a eles a vida esteja apegada, mesmo que seja humilhante reconhecê-los.

Em uma e outra, pecar é agir contra a luz da própria mente. Ciência e religião se movem à instância da verdade. De verdades distintas: de Deus e do universo.

Pedem as mesmas virtudes, pedem a verdade. Porém, verdades disjuntas sobre temas disjuntos, campos diversos, matéria e transcendente.

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