Santo Sudário - O estudo anátomo-fisiológico
O leitor que quiser formar rapidamente
uma idéia de conjunto sobre a questão deve
ler o opúsculo tão conciso quanto exato
de meu amigo Antoine Legrand, “La passion selon
le Saint Suaire” (1).
O segundo livro de Paul Vignon é precioso sobretudo
por sua riquíssima iconografia “Le Saint
Suaire de Turin" (2).
Estudemos, também nós, o Sudário,
uma vez que iniciei minhas experiências precisamente
por um exame, com a finalidade de ver se suas impressões
corresponderiam ou não à realidade anatômica
e fisiológica. Empreendi este estudo com absoluta
isenção de ânimo, tão disposto
a declarar o Sudário uma burla absurda, como a
reconhecer sua veracidade. Mas, fui obrigado pouco a pouco
a verificar que estas impressões eram exatas em
todos os pontos, sem exceção alguma. Convém
notar que, justamente, as mais estapafúrdias, em
aparência, eram as que melhor se quadravam com a
experimentação. As imagens sanguíneas
não podem ter sido feitas por mão humana;
só podem ter sido produzidas por decalque em coágulos
formados anteriormente sobre um corpo humano. Artista
algum teria jamais podido imaginar todas as minúcias
dessas imagens, das quais cada uma reflete um detalhe
daquilo que sabemos hoje sobre a coagulação
do sangue, mas, que se ignorava no século XIV.
Mesmo hoje, nenhum de nós seria capaz de executar
tais imagens sem cometer algum engano.
Foi este conjunto homogêneo de verificações,
sem um único deslize, que me decidiu, de acordo
com o cálculo das probabilidades, a declarar que,
sob o ponto de vista anátomo-fisiológico,
a autenticidade do Santo Sudário é uma verdade científica.
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nova medalha
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torno do Lençol-Sindone de Turim
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(1) Libraire du Carmel, 27, rue Madame,
Paris, VI.
(2) Apud Masson, 1938.
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